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Mulheres

Dor na relação e vaginismo

Sentir dor na relação sexual não é normal e não é coisa da sua cabeça. Na maioria das vezes, a musculatura do assoalho pélvico está envolvida, e a fisioterapia pélvica trata essa causa.

O que é

A dor na relação, conhecida como dispareunia, pode aparecer na entrada da vagina ou mais profundamente. O vaginismo é a contração involuntária dos músculos que dificulta ou impede a penetração.

Essas condições afetam a autoestima, o relacionamento e a qualidade de vida. Com avaliação e um tratamento respeitoso, é possível retomar a intimidade com conforto.

Sintomas mais comuns

  • Dor ou ardência na penetração
  • Sensação de queimação
  • Sensação de “barreira” ou de parede na entrada da vagina
  • Sensação de vagina fechada
  • Dor profunda durante ou depois da relação
  • Dificuldade de usar absorvente interno ou fazer exame ginecológico
  • Diminuição do desejo por medo da dor

Por que acontece

  • Tensão excessiva da musculatura pélvica
  • Aderências da mucosa
  • Cicatrizes de parto ou de cirurgia
  • Cirurgias ginecológicas
  • Endometriose
  • Ressecamento vaginal, como na menopausa
  • Infecções de repetição
  • Tratamentos como quimioterapia, radioterapia ou braquiterapia
  • Fatores emocionais associados à dor

Antes e depois do casamento

Muitas mulheres escolhem ter a primeira relação depois do casamento e só então descobrem que sentem dor ou que não conseguem ter penetração. Isso gera angústia e pode afastar o casal.

O ideal é fazer uma avaliação assim que perceber que algo não está bem, inclusive antes do casamento, se houver dor no exame ginecológico ou ao usar absorvente interno.

Como a fisioterapia pélvica ajuda

O tratamento é sempre individual e definido depois da avaliação. Pode incluir:

  • Avaliação cuidadosa, sempre com o seu consentimento e no seu tempo
  • Técnicas manuais de liberação de contraturas e aderências
  • Relaxamento muscular
  • Técnicas próprias da clínica, aplicadas por fisioterapeutas treinadas e capacitadas
  • Educação em saúde sobre anatomia, resposta sexual e cuidados íntimos
  • Trabalho em conjunto com ginecologista e psicólogo, quando necessário

Como é a primeira consulta

A primeira consulta é uma avaliação completa. Conversamos sobre seus sintomas, sua rotina e seu histórico de saúde, e fazemos o exame físico da postura, do abdômen e do assoalho pélvico, sempre com explicação de cada etapa e com o seu consentimento.

A avaliação é o momento mais importante do tratamento. É nela que a fisioterapeuta entende o que está acontecendo na sua musculatura e o que está causando o seu problema.

No final, você recebe o diagnóstico fisioterapêutico, o prognóstico e um plano de tratamento com objetivos, tempo estimado e valor, tudo combinado antes de começar.

Na Saúde da Pelve, nosso objetivo é zerar a dor e o desconforto. Cada paciente recebe o seu diagnóstico e o seu prognóstico e, quando o prognóstico é bom, é possível eliminar as dores e os desconfortos íntimos.

O que não trata a dor

  • Usar dilatadores por conta própria
  • Beber para “relaxar” antes da relação
  • Usar pomadas ou cremes anestésicos, como a lidocaína
  • Fazer exercícios de contrair e relaxar, os famosos exercícios de Kegel, sem avaliação
  • Esconder a dor do parceiro
  • Continuar com um profissional que diz que é coisa da sua cabeça e não valida a sua dor
  • Fazer fisioterapia pélvica sem avaliação da musculatura íntima, só de roupa

Quando procurar ajuda

Procure ajuda se sente dor na relação sexual, no exame ginecológico, ao sentar em banco duro, ao usar absorvente interno ou em qualquer outra situação. Também se evita a relação por medo de sentir dor ou se nunca conseguiu ter penetração. A dor não é normal.

Perguntas frequentes

A avaliação é constrangedora?

A consulta é feita em sala reservada, com explicação de cada etapa. Nada é feito sem o seu consentimento, e você pode parar a qualquer momento. A equipe é acolhedora e experiente, e o acolhimento desde a primeira consulta é uma marca da clínica, como você pode conferir nas avaliações do Google.

Vaginismo tem tratamento?

Sim. Na Saúde da Pelve, o vaginismo tem tratamento.

Referências

  1. Morin M et al. Fisioterapia multimodal versus lidocaína tópica em mulheres com vestibulodínia provocada: ensaio clínico randomizado. American Journal of Obstetrics and Gynecology, 2021. Acessar

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Este conteúdo é informativo e não substitui uma consulta. Cada caso precisa de avaliação individual.

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